O Parque caracteriza-se pela presença de floresta estacional decidual de alto porte, caatinga arbórea e matas ciliares, mas destaca-se por apresentar gramíneas, arbustos, plantas espinhosas, galhos secos e poucas folhas na estação seca. O nome do bioma deve-se justamente porque, durante o período de estiagem, as árvores perdem quase completamente as folhas, como forma de sobreviver ao clima seco.
É também um bioma que possui lenta regeneração, estima-se que, depois de derrubada, a floresta demore pelo menos cem anos para se recuperar. Seus principais representantes são as aroeiras, pau-ferro, ipês, angicos, cedros, sucupiras, paineiras e a embaré, mais conhecida por barriguda, árvore majestosa de imensa estatura e diâmetro, próprios para armazenar água. Mas, assim que se aproximam as chuvas, toda essa vegetação se transforma numa floresta tropical exuberante.
Mesmo em épocas de seca, o Parque abriga uma fauna muito rica. Vários animais se refugiam nas partes úmidas e nas margens de rios perenes em busca de abrigo e alimentos. Em épocas de chuvas, outros animais retornam e se reproduzem. A mata seca possui muitos exemplares de animais que se encontram ameaçados de extinção como a antas, vários anfíbios, os raros jacús-estalo, o micos-prego-do-peito-amarelo e muitas aves. Além disso, remanescentes do bioma está em grande parte localizado em áreas de ocorrência de rochas calcárias, que fornecem abrigos a grandes felinos. No Norte do Estado, ainda é possível encontrada a cada vez mais rara onça pintada.
No próximo ano será iniciada a implementação do Plano de Manejo, destinado a fazer o levantamento da fauna e flora da Unidade, além de estabelecer os critérios de melhoria da infraestrutura, incluindo a construção de guarita, sede administrativa e alojamentos. Somente então será possível criar um projeto para tornar o parque aberto à visitação pública.
Mais informações: www.faunadasgerais.org.br


